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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O revival do Bodysuit

Para quem achou que eles iriam voltar e sair de cena rapidamente, eu afirmo: você se enganou! O fato é que não é de hoje que o bodysuit, clássico dos anos 80 e 90 está sendo visto por aí. E nesta estação continua sendo uma grande aposta das fashionistas. A peça foi idealizada por Donna Karan na década de 1980, é um must have para primavera/verão e fica ótima com várias peças, especialmente as de cintura alta.

Selecionei algumas inspirações para deixá-las com vontade de fazer um revival dessa peça que fica bem com saia, calça, short e é ideal para compor um look super estiloso e moderno, confiram os modelitos:

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Algumas inspirações de Street Style:

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Quem já investiu ou ainda investirá na peça?

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Grunge!

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Estamos em 2010, começa a tocar Smells Like teen Spirit (ouça clicando aqui e o post terá o efeito desejado), e ao que você associa? GRUNGE! Vemos referências dele por todos os lados, mas de onde veio esse estilo?

Há aproximadamente 20 anos atrás, nos anos 90, pra ser mais precisa, nascia um estilo que virou febre na época e tempos mais tarde seria uma inspiração e preferência da juventude, aliás, não só da juventude, não é?

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O look composto por camisa de flanela xadrez sobre camiseta podrinha ou ainda amarrada na cintura, camisas listradas aliadas a combinações mais undergrounds, calça jeans surrada e tênis Converse All Star veio do movimento que nasceu nas ruas de Seattle e foi popularizado pelo roqueiro Kurt Cobain, vocalista do Nirvana. Mas claro, não esqueçamos de Eddie Vedder, do Pearl Jam, da banda Alice in Chains , SoundGarden, clássicos do gênero grunge nos anos 90 e referências até os dias atuais. O estilo também representou um período de recessão nos EUA e uma geração de jovens descrentes, conhecida como “geração X.” O termo “grunge”, que vem do inglês grungy e quer dizer “algo sujo”, surgiu do próprio movimento e explosão das bandas de Seattle e proximidades, que eram geralmente pertencentes ao círculo underground e tocavam em diferentes estilos.

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Anos depois, eis que o grunge ressurge, com uma proposta um pouco mais glamurosa que a original, afinal a moda nunca volta igual, temos uma inspiração. Nesse caso, o look despojado das camisas xadrezes, t-shirts desgastadas, tênis all star, aparece combinado a outras peças, como ankle boots, cintos, jaquetas, coletes, chapéus, dentre outros.

Inspire-se:

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Na foto: Eddie Vedder, vocalista do Pearl Jam, foi um dos adeptos do xadrez, moletom, camisas largas e podrinhas que marcaram os anos 90. Uma releitura dos looks da época aparece também no desfile da Tommy Hilfiger de inverno 2010.

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sábado, 30 de outubro de 2010

Dark Wave!

foto 1

O surgimento das referências Dark Wave datam do final da década de 70 e início de oitenta. O marco? Costuma-se dizer que a música “Bela Lugosi’s dead”, do Bauhaus tenha marcado o início desse estilo musical que acabou influenciando o modo de se vestir e a atitude da juventude da época. Além de Bauhaus; Siouxsie (do Siouxsie and the Banshes) e Robert Smith (The cure) representam bem o estilo que traz uma mescla da escuridão, como o próprio nome diz, e do romantismo.

souxsierobert smith

O visual é sombrio e bem elaborado, tudo isso auxiliado pela maquiagem carregada, mas que deixa a pele bem clara, os cortes de cabelo eram característicos, geralmente bem espetados, com as pontas evidentes. Os looks trazem roupas com referências de sado-masoquismo, sobretudos, capas, coturnos, roupas de couro (como jaquetas), luvas, tudo isso em tons super escuros, geralmente o totally black.

dark wave

Algumas referências do Dark Wave em coleções atuais, e a forte presença da tendência no make Up do desfile de Yohji Yamamoto na última semana de moda de Paris:

referencia darkreferencia dark wave

Para finalizar, fica uma dica de filme, pra quem quer ver e conhecer um pouco mais sobre o estilo Dark Wave, The Hunger, filme com Bauhaus e David Bowie, mostra bem a estética oitentista do estilo em questão, veja um trecho:

 

The Hunger

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Ao som dos grupos de Doo-wop!

Por Joicy Muniz

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ATENÇÃO! Leia esse post ouvindo isso (clique aqui) e o efeito de nostalgia desejado, terá efeito!
1, 2, 3…bung, bung, bung, bung, mr. Sandman, bring me a dream make him the cuttest that I’ve ever seen. Sim, é ao som de um grupo de doo-wop ( sabe aqueles grupos que usavam “capella”, sem ajuda de nenhum instrumento musical?) que começamos o post de hoje. O assunto? Preciso falar? Ladylike, as saias godês de comprimento midi, as cinturas marcadas, as estampas super femininas estão em alta! Wooow! Os anos 50 vêm aí, ou melhor estão aí!

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A tendência, todos nós já sabemos que volta com tudo e já é preferência entre as fashionistas, mas…o que temos dos anos 50?
Chuck Berry, Elvis Presley, Little Richard, The Chordettes? Quando você nem pensava em nascer, seus pais, avós, tios, amigos mais velhos já curtiam o rock n’ roll, mas não era só isso. No início dos anos 50, a América se recuperava do período pós-guerra e a geração do consumo nascia, trazendo com ela novidades, modismos e o prazer de ter tudo aquilo ao seu alcance. Além da música, o cinema inspirava a estética do rock, filmes como “O Selvagem”, “Juventude Transviada” foram ícones dessa geração. Nasciam os rockabillies, os teddy boys e mania de ir aos drive-in se consolidava como o melhor programa entre os jovens.

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Os rockabillies usavam jaquetas de couro e blue jeans, eram os rebeldes do rock influenciados por Marlon Brando em O Selvagem, os Teddy Boys já existiam um pouco antes da explosão do rock n’roll, eles eram gangues que usavam roupas inspiradas no estilo “eduardiano” : topetes, jaquetões de veludos eram marcantes entre eles.

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As moças usavam, além das saias rodadas, calças cigarretes até os tornozelos, sapatos baixos, suéter e jeans.Tínhamos ainda metros de tecido  para produzir um vestido, na altura dos tornozelos. A característica da cintura  bem marcada e os sapatos de salto alto eram somados às luvas e outros acessórios.

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E é com uma silhueta extremamente feminina e jovial e ao som de um grupo de doo-wop que voltamos aos lindos anos 50!

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E aí, se inspirou?

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

No fun!

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James Newell Osterberg! Quem? Um jovem nerd americano, que usava óculos fundo de garrafa, tímido. Com muita conversa talvez conseguiríamos algumas palavras dele. Nos anos 60, ele começa a tocar bateria num grupo de colégio (The Iguanas) e em 1969, começa a parceria com Ron Asheton, Scott Asheton, Dave Alexander e James Willianson. Graças a um show do The Doors nascem os Stooges! Já sabe do que eu estou falando?

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Iggy Pop liderou os Stooges por cinco anos. E quer saber? É engraçado saber e contar todas as peripécias (proibidas ou não) do até então nerd caladinho. Iggy ensaiava com a banda num lugar que “lixo”, era um elogio. Ele queria se destacar, e conseguiu. Num dos primeiros ensaios da banda, ele já aparece de sobrancelha raspada, coberto por um lençol, dizem que o detalhe da sobrancelha fora uma homenagem a um amigo. As apresentações eram performances, eram contorcionismos, eram sujeira, eram xingamentos…

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Se tem alguém que pode dizer que já fez tudo, ou quase tudo nessa vida, esse alguém é Iggy Pop. E ainda pode fazer mais, porque acreditemos ou não esse que gravou albúm novo de jazz Préliminaires com a faixa  King of the dogs, é aquele Iggy. Aquele de 1969! Ou seria uma das várias versões de James que perpassaram ao longo das décadas? Talvez sim, Talvez não. Nunca se sabe quando se trata de Iggy. Afinal, quem é James mesmo? Eu conheço Iggy Pop!

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Ele já bateu de porta em porta atrás de abrigo, já se jogou em caco de vidro no meio de show, já vomitou na platéia enlouquecida por um “I wanna Be your dog”  que fosse, já teve caso com nossas maiores queridinhas do rock, dentre elas Nico Icon, do Velvet Underground, já esteve internado por conta das drogas, já atuou em filmes (que em breve indicarei nos filmes da semana), e já formou parceria com Bowie! Mas deixemos os detalhes disso pra lá que o horário não permite.

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Estamos falando de uma fase específica que se mistura ao passado e presente. E porque não dizer futuro? Estamos falando de anos 70, estamos falando do cara que influenciou o movimento que tanto ferveu a CBGB e o Max' Kansas City, estamos falando do que vem antes, do que inspira, do que move, do que cria. Antes de Legs McNeil sonhar em sair nas ruas colando cartazes de “Punk, vem aí”, James Newell Osterberg já havia criado, sem saber, tudo (ou grande parte) do que seria referência pra muita gente, pra muito grito, pra muito estilo. Alguém consegue ouvir Raw Power aí? No fun!

I’m bored–Iggy Pop